Blog - Prof. Jos� Dornelas

Prof. José Dornelas

05/09/2006 14:26

Novo Blog

Pessoal o blog do Prof. Dornelas irá mudar de endereço novamente. Para acessá-lo agora vocês devem entrar em www.josedornelas.com.br
enviada por Prof. José Dornelas



27/07/2006 10:17

Foco ou diversificação: difícil decisão

É comum que empreendedores envolvidos no início de novos negócios sintam-se motivados e com uma energia espetacular para implementar novas idéias. A vontade de fazer acontecer supera qualquer obstáculo operacional. Mas este ímpeto nem sempre traz resultados interessantes quando a diversidade não pode ser implementada, já que o empreendedor não ganha escala, ou seja, ele não se multiplica. Sendo direto, eu diria que o empreendedor envolvido em uma empresa start-up (em fase inicial de desenvolvimento) deveria priorizar o FOCO e não se preocupar em diversificar em demasia.

Estranho? Acho que você vai concordar comigo. No início de qualquer negócio, salvo raras exceções, a empresa tem uma estrutura enxuta, com poucos funcionários e poucos recursos. Além disso, não possui marca difundida e histórico no mercado, ou seja, precisa se mostrar, conquistar a primeira grande conta ou vender para um cliente âncora. Muito precisa ser feito para conquistar a fidelidade de clientes e o comprometimento de fornecedores.

O empreendedor líder deverá estar à frente destas ações e por isso não terá alternativa ao foco. Ao focar, poderá conhecer cada vez mais o seu modelo de negócios e validar ou reformular sua abordagem e otimizar seu produto com base na avaliação dos clientes. Não é por acaso que empreendedores de sucesso quando contam suas histórias lembram-se que no início é super importante ter foco, para não se distrair com idéias a todo o momento e sair da rota.

Desvios de rota sempre ocorrerão na fase inicial. Eu diria que é praticamente impossível acontecer exatamente tudo que foi planejado (caso você tenha feito um planejamento), pois as premissas e o contexto mudam muito rapidamente.

Porém, quando o empreendedor sentir que já está bem estabelecido no mercado (o que pode ocorrer geralmente a partir de um ano) é hora de pensar em diversificação, em conquistar novos mercados, novos clientes, desenvolver novos produtos e continuar a inovar. Provavelmente a empresa já terá outra estrutura e permitirá ações mais abrangentes.

É claro que existem exceções à regra e você sempre encontrará negócios que se desenvolvem rapidamente diversificando desde o início. Mas como eu disse, são exceções. Em um ambiente cada vez mais competitivo e com clientes cada vez mais exigentes o empreendedor deve ser o melhor em sua área de atuação. E isto só se conquista com foco total, resistindo sempre à tentação de novas idéias e projetos. É dizer “não” a oportunidades que podem aparecer em momentos, digamos, inadequados. E isso é complicado para todo empreendedor, pois se trata de uma pessoa curiosa e atenta às oportunidades. Bom, mas saber falar “não” é outro dilema do qual trataremos em outra oportunidade. É isso aí.
enviada por Prof. José Dornelas



12/07/2006 10:29

Você precisa ter sócios para ter sucesso

Um grande mito que envolve os empreendedores é o de que estas pessoas diferenciadas, que assumem riscos, que não se contentam com a mesmice, são auto-suficientes, não precisam de sócios, ou seja, são super-homens ou mulheres maravilha.

Isso ocorre porque é comum observarmos exemplos de empreendedores de sucesso em jornais, revistas, livros, programas televisivos, entre outras mídias, com foco excessivo no empreendedor de forma individual. É claro que as empresas de sucesso sempre tiveram em sua gênese alguém especial que vislumbrou o que a empresa seria um dia e acreditou que poderia construir uma grande organização. Mas ninguém faz isso sozinho.

Na verdade, o que diferencia o empreendedor de sucesso dos demais que tentam e não atingem grandes patamares de desempenho é que os primeiros se cercam de pessoas especiais, também empreendedoras, e que formam uma equipe que faz acontecer.

O trabalho em equipe é essencial para o sucesso em empreendedorismo e isto não é discurso, é fato. Eu sempre digo que o empreendedor que pretende construir uma empresa com grande potencial de crescimento deve, em primeiro lugar, buscar responder às perguntas: “Quais são meus pontos fortes? Quais são meus pontos fracos? Que pessoas devo trazer para o negócio que complementem meu perfil, ou seja, que tenham pontos fortes que supram meus pontos fracos?”

Calma... Eu sei que não é simples formar uma sociedade, que não é fácil encontrar sócios com perfis complementares aos seus, mas esta é uma das primeiras “lições de casa” do empreendedor. Se você não identificar pessoas com perfis complementares aos seus para formar uma sociedade tome cuidado, pois muitos negócios têm problemas no relacionamento entre sócios justamente pelo fato da sociedade ter sido determinada não por critérios de complementariedade, mas por questões apenas de empatia, por laços familiares, entre outros motivos.

Sociedade é importante, é essencial e determinante para o sucesso do seu negócio. Por isso, deve ser tratada como assunto sério, recebendo a devida atenção do empreendedor. Não cometa o erro da maioria, que acredita que sócio é algo complicado, que sempre está querendo levar vantagem e “deixar você para trás”. Este mito é difundido porque muitos dos que tentam e não conquistam o sucesso sofrem deste problema, mas a causa está na escolha dos sócios e não no fato de se ter sócios... Lembre-se, ninguém constrói uma grande empresa sem pessoas qualificadas ao seu lado. O empreendedor deve sempre desenvolver seu espírito de liderança, ser visionário, trabalhar muito, mas não faz acontecer sozinho... É isso aí.

p.s.: Dia 20 de Julho estaremos promovendo o curso “Plano de Negócios – Estrutura e Elaboração”. Trata-se de uma excelente oportunidade para aqueles interessados em usar o PN para atrair sócios para seu negócio.Informações: www.planodenegocios.com.br/curso
enviada por Prof. José Dornelas



30/06/2006 20:05

Empreendedor tem brilho nos olhos


Nesta última semana tive a oportunidade e o privilégio de presenciar em companhia de algumas poucas pessoas um depoimento inspirador de um empreendedor que é parte da história do Brasil: Ozires Silva. Ocorreu no encerramento da disciplina de empreendedorismo que leciono no MBA Executivo do IBMEC-SP. Como é praxe nos meus cursos, sempre procuro trazer um empreendedor com experiência e que tenha uma bela história para compartilhar com os alunos, que são gerentes e diretores de empresas de São Paulo.

Ozires Silva é o típico empreendedor que faz acontecer. Ainda quando garoto, não se contentava com a mesmice, não aceitava que o Brasil importasse toda a matéria prima que ele utilizava para desenvolver seus aeromodelos no interior de São Paulo. Nesta época, já sonhava com a aviação e sempre buscou trazer para o mundo real aquilo que ocorria nos seus sonhos. A história é bastante conhecida, mas nada como ouvir do próprio protagonista, com suas palavras, seus gestos, suas emoções. A Embraer só é a empresa referência mundial de hoje devido ao sonho do jovem Ozires Silva.

Mas o depoimento não se limitou a contar a história da Embraer, os seus desafios, as dificuldades encontradas e, principalmente, o ceticismo dos brasileiros em acreditar que uma empresa nacional poderia inovar e concorrer internacionalmente. O mais impressionante é saber que o empreendedor sempre está em busca de mais desafios, não se contenta com os sucessos do passado, mas se inspira em seus feitos anteriores.

Ozires Silva é assim. Atualmente ele está envolvido em vários negócios novos, todos tendo a inovação como diferencial. Não se trata apenas de um exemplo a ser seguido, mas de um brasileiro que deve ser admirado. Ao final de sua palestra, o brilho nos seus olhos comoveu a todos os presentes ao falar das oportunidades que existem neste nosso país e na sua indignação em ver esta nação ainda longe dos trilhos do desenvolvimento. Mas longe de ser pessimista, ele foi enfático ao falar o quanto acredita no potencial do país e dos seus empreendedores.

Que sirva de exemplo aos que estão pensando em construir algo novo, aos que sonham em empreender. Aliás, o principal conselho de Ozires Silva foi: “Sonhe, sonhe alto, mas busque realizar seus sonhos. Não espere pela sorte, faça acontecer”.

Exemplos como o de Ozires Silva mostram que empreender, antes de tudo, inicia-se com um grande sonho, e que o empreendedor sempre deve acreditar no seu potencial e na sua capacidade de transformar o sonho em realidade. É isso aí.

p.s.: Dia 20 de Julho estaremos promovendo o curso “Plano de Negócios – Estrutura e Elaboração”. Trata-se de uma excelente oportunidade para aqueles interessados em conseguir aporte de capital. Informações: www.planodenegocios.com.br/curso


enviada por Prof. José Dornelas



27/06/2006 17:18

Curso "Plano de Negócios - Estrutura e Elaboração"

A Empreende, empresa responsável pelo Portal Plano de Negócios (www.planodenegocios.com.br) está organizando em 20 de Julho o curso “Plano de Negócios – Estrutura e Elaboração”, que será realizado em São Paulo.

O curso é voltado aos interessados em entender como se elabora um PN, quais as principais estruturas existentes e as principais finalidades do PN. Inclui tópico com dicas importantes para se captar recursos financeiros junto a agências de fomento do governo e de capitalistas de risco. Além disso, os participantes receberão exemplos completos de planos de negócios.

Trata-se de uma oportunidade única para os interessados em se tornar empreendedores, empresários que gerenciam empresas em fase de crescimento, acadêmicos e executivos interessados em implementar novas oportunidades de negócios em empresas estabelecidas.

Acesse www.planodenegocios.com.br/curso e leia maiores informações dessa grande oportunidade
enviada por Equipe PN



23/06/2006 16:56

Use o plano de negócios para negociar com capitalistas

Já não é novidade que o plano de negócios se tornou o principal documento utilizado por empreendedores para conseguir investimento para seus negócios. Mas quais são os itens relacionados à seção financeira do PN com os quais você deve se preocupar e dar especial atenção quando estiver interessado em atrair um capitalista? Eu diria que algumas informações financeiras serão sempre essenciais.

A primeira delas é a necessidade de investimento inicial e o momento em que ocorrerá a maior exposição do caixa da empresa. O investimento inicial pode ser determinado através do levantamento de todas as necessidades de recursos para colocar a empresa em atividade. Mas depois que a empresa é aberta e entra em atividade geralmente ocorrerão várias despesas que, nos primeiros meses, quase sempre serão maiores que as receitas provenientes das vendas (isso obviamente difere de negócio para negócio). A exposição máxima do caixa ocorrerá então no mês em que a empresa começa a ter receita líquida maior que as despesas, ou seja, começa a haver um ganho sobre a atividade desenvolvida. Ao apresentar estas duas informações no plano de negócios o empreendedor deixará claro ao capitalista quando a empresa deverá começar a auferir retorno sobre seu investimento.

Outra informação importante é justamente o mês do ponto de equilíbrio e quando ocorrerá o retorno sobre o investimento inicial realizado. Existem várias técnicas financeiras que permitem calcular estes momentos e são facilmente aplicadas ao se utilizar planilhas financeiras e modelos fornecidos em sites especializados na internet, como ocorre no www.planodenegocios.com.br.

Além disso, você deverá apresentar ao capitalista qual será o retorno provável que este terá ao investir no seu negócio. Se o retorno apresentado for inferior ao que se obtém no mercado financeiro sem correr muito risco (atualmente este retorno com baixo risco pode ser definido como 15% ao ano) ficará difícil fazer negócio, pois o risco será maior que a recompensa, do ponto de vista do capitalista.

Finalmente, você deverá propor ao capitalista uma contrapartida pelo investimento feito. Esta contrapartida normalmente se faz cedendo uma participação da empresa (equidade) ao capitalista. Mas tome cuidado: não cometa o erro de simplesmente oferecer 50% e você ficar com 50% da empresa. O cálculo deve ser um pouco mais elaborado, levando-se em consideração a expectativa de receita da empresa nos próximos anos, o know-how da equipe empreendedora, e outros ativos importantes.

A média de participação dos capitalistas em empresas em fase inicial de desenvolvimento (chamadas de start-up) fica na faixa de 25% a 50%. Para se determinar o valor exato você deverá inicialmente definir o valor da empresa no papel e determinar a necessidade de investimento. Exemplo: suponha que sua empresa vale no papel (o que está sendo apresentado no plano de negócios) R$500mil e você necessita de R$100mil de investimento inicial para o negócio. Um ponto de partida para negociação seria oferecer 20% de participação ao capitalista pelo investimento de R$100mil (100mil representa 20% de 500mil). A partir daí vocês começam as negociações. Nem sempre o valor final será o definido nesta conta, mas o que importa aqui é que você tinha uma referência inicial para começar a negociação... É isso aí, até o próximo texto!


p.s.: E o Ronaldo voltou a mostrar no jogo Brasil 4 x Japão 1 porque é chamado de fenômeno...


enviada por Prof. José Dornelas



16/06/2006 10:27

Bons resultados do passado não garantem o sucesso sempre


A polêmica em torno do atacante Ronaldo da seleção brasileira parece não ter fim, mas pode ser um bom exemplo para tirarmos conclusões acerca do mundo dos negócios, em especial do empreendedorismo.

É comum muitos empreendedores basearem-se no que já fizeram em outros momentos e na sua experiência para convencer as pessoas de que possuem capacidade de execução, de atingir objetivos, conquistar resultados e fazer acontecer. Eu diria que o acúmulo de bons resultados no passado credencia muitos empreendedores a buscar novos desafios. Um bom exemplo para validar esta tese ocorre ao analisarmos o processo de negociação com investidores e capitalistas de risco.

Se você perguntar a um capitalista quais os fatores que ele ou ela leva em consideração para decidir se investe ou não em um negócio, certamente se deparará com as seguintes questões: “O mercado está crescendo e tem boas perspectivas? O planejamento (plano de negócios) apresenta uma estratégia clara para conquistar uma boa participação neste mercado? A equipe envolvida no negócio é experiente, conhece do assunto, tem sucessos e fracassos que os credenciam estar à frente do negócio?” Você pode estar se questionando: “... fracassos que os credenciam? Como assim?”

Em relação a esta última frase cabe uma análise mais detalhada. É isso mesmo, as pessoas no mundo dos negócios são avaliadas pelo o que têm conquistado em sua história de vida, seus sucessos e também seus fracassos. Ter fracassado em determinados momentos também conta pontos, porque mostra que a pessoa tem tido iniciativa, buscado algo diferente e aprendido com novas experiências. Estas experiências a credenciam para os desafios à frente.

Em empreendedorismo conta muito o histórico do empreendedor, o que tem feito, o que tem conquistado, como tem trilhado seu próprio caminho... Este conjunto de experiências dá ao empreendedor mais confiança para seguir à frente dos negócios, pois ele sabe o que funciona e o que não funciona, como abordar certos mercados e como negociar com clientes e fornecedores. A criatividade surge da curiosidade e experimentação. Por isso surgem os chamados empreendedores seriais, aqueles que iniciam vários negócios e que, na maioria dos casos, são bem sucedidos.

As experiências do passado dão ao empreendedor algo insubstituível: saber antes o que outros ainda vão aprender. E isso fará a diferença em momentos decisivos. Por isso, antes de falar que alguém não tem mais o talento do passado, ou que está fora de forma, devemos analisar todas as suas realizações para uma conclusão mais precisa. Devemos lembrar que empreendedores são pessoas diferenciadas e que saem com maestria de momentos de crise. Às vezes até ficam mais motivados nestas situações... Ronaldo já mostrou isso antes. Talvez possa mostrar de novo.

No próximo texto, voltarei a falar das seções do plano de negócios. Até lá!

p.s.: Anote em sua agenda. Dia 20 de julho teremos o curso presencial de PN. Mais informações em www.planodenegocios.com.br.
enviada por Prof. José Dornelas



07/06/2006 09:41

Sumário Executivo: a principal seção de um Plano de Negócios


Ao desenvolver um plano de negócios (PN) é comum deparar-se com muitas dúvidas em relação à forma, estrutura, quantidade de páginas, quais seções são as mais ou menos críticas etc. Uma seção em especial, o Sumário Executivo (SE), pode ser considerada a mais importante do PN pelos seguintes motivos:

• É normalmente a primeira que será lida por qualquer pessoa interessada em seu PN
• Deve conter uma síntese completa do PN
• Dependendo do seu conteúdo de clareza o leitor pode não se interessar pelo PN e não continuar a leitura

É por isso que sempre quando se fala do SE existe um certo teor de dramaticidade, pois existem várias histórias de negócios aparentemente interessantes que nem foram analisados por investidores, por exemplo, pelo fato de serem barrados na fase inicial da venda de idéias (a leitura do SE). Como isto ocorre com freqüência, vale a pena falar aqui de algumas dicas para se obter um bom SE.

A primeira regra é que o SE deve ser a última seção do PN a ser desenvolvida pelo empreendedor, apesar de ficar no início do documento. A explicação é simples: como se trata de uma síntese, é coerente ter o PN completo e concluído antes do desenvolvimento do SE. A segunda dica é que o SE não deve ter mais que 2 páginas, e ser o mais objetivo possível, de forma a explicar, em poucas palavras, o que será apresentado no PN completo.

Eu normalmente desenvolvo um SE em subseções que representam cada seção do plano completo, ou seja, divido o SE em pequenas partes. Isto possibilita uma visualização mais clara e facilita a leitura. Você pode se perguntar: “Mas porque tanto zelo?” Ora, você deve “ganhar” o leitor do PN logo no início. Lembre-se que o SE, antes de tudo, trata-se de uma forma indireta de venda da sua idéia. E ainda, um capitalista ou investidor normalmente recebe dezenas, centenas de PNs para analisar. Qualquer deslize que mostre um PN mal-estruturado ou com conteúdo não atrativo já o leva a ser descartado pelo leitor...

Algumas dicas finais a respeito do SE: esta síntese deverá dizer quem você é, o que pretende fazer (seu negócio e a oportunidade), qual sua estratégia e visão de crescimento, o mercado-alvo e competidores, quanto precisa de recursos e sua finalidade, e o que está propondo ao investidor (contrapartidas), se o objetivo do PN for captação de recursos. O seu desafio será tratar de todos estes assuntos de forma objetiva e em até 2 páginas.

Finalmente, não cite informações no SE que não tenham sido tratadas no corpo do PN, pois o SE deve necessariamente refletir a essência do plano de negócios e não se trata de uma introdução ao PN, prefácio ou algo parecido... Se ainda tiver dúvidas, busque conhecer alguns exemplos. No site www.planodenegocios.com.br você possui uma variedade de SEs para análise na biblioteca de PN. Em meu livro “Empreendedorismo, transformando idéias em negócios” você também encontra alguns exemplos. Se ainda assim tiver dúvidas, comente-as aqui no meu blog. No próximo texto continuaremos a falar das seções do PN e como elaborá-las... Até lá!

enviada por Prof. José Dornelas



05/06/2006 14:06

Vencedor do sorteio do Pacote Perfil Empreendedor

Comunicamos que o vencedor do sorteio do Pacote Perfil Empreendedor, conforme prometido no último boletim do Portal Plano de Negócios foi o Helder Antônio que deixou seu comentário para o artigo "Não comece um negócio sem responder a estas perguntas".
Aguardem em breve mais sorteios de produtos para os leitores do blog do Prof. José Dornelas
enviada por Equipe PN



30/05/2006 21:28

Como desenvolver um plano de negócios de sucesso

No último texto comentei da importância que o Plano de Negócios (PN) representa para as empresas em fase inicial de constituição ou mesmo para aquelas já constituídas. Citei que a essência do PN está na sistematização do planejamento, uma atividade crucial para aumentar as chances de sucesso de um negócio. Agora vamos tratar das seções mais críticas de um PN e como você deve elaborá-las.

Antes de tratar de uma seção específica, cabe entender o que deve conter qualquer PN. Os tópicos essenciais são: 1) a análise da oportunidade, o mercado-alvo e quem serão seus clientes e concorrentes; 2) o conceito da empresa e seu modelo de negócios; 3) a equipe e sua capacidade gerencial para implementar o negócio; 4) os recursos mínimos requeridos; os processos de negócio; 5) a estratégia de entrada e a visão de crescimento; 6) as premissas utilizadas e que dão sustentação às projeções de receita; 7) a estratégia de marketing e vendas; 8) um cronograma com as principais atividades e metas; e 9) os riscos envolvidos. Você deve estar se perguntando: “Não é muita coisa?” Minha resposta é: sim, mas é importante entender que você está analisando todos os aspectos de um negócio e por isso é importante não deixar nenhum tópico relevante de fora desta análise.

Porém, ao entender cada tópico e como abordá-lo, acredito sinceramente que você terá uma visão mais clara de todo o processo. Não vou dizer que seja algo fácil, já que a elaboração do PN exigirá esforço, muita análise, revisão e discussão com cada pessoa envolvida no seu desenvolvimento. Mas o esforço com certeza valerá a pena, pois você compreenderá como sua empresa poderá crescer e quais as melhores alternativas para competir nos mercados em que atuará.

A partir dos tópicos citados aqui você poderá adotar várias possibilidades de estruturas para obter o seu PN. O importante é que, independentemente da estrutura escolhida, você consiga de alguma forma abordá-los. Assim, estes tópicos não constituem uma estrutura de PN, mas uma forma de saber se na estrutura que você escolheu está faltando algum item relevante. Para finalizar, vou apresentar uma estrutura bastante comum e muita utilizada para desenvolver um PN para empresas de serviços e nos próximos textos vou dar dicas de como elaborar cada uma das seções desta estrutura de PN. O modelo escolhido e que adoto com freqüência nos PNs que elaboro é estruturado assim: 1) Sumário Executivo; 2) A Oportunidade e o Conceito de Negócio; 3) Descrição da Empresa e da Equipe; 4) Mercado e Competidores; 4) Produtos e Serviços; 5) Análise Estratégica; 6) Marketing e Vendas; 7) Processos de Negócio e Operações; 8) Plano Financeiro, e 9) Anexos.

No próximo texto abordarei o Sumário Executivo, como elaborá-lo, sua importância, quantidade de páginas, e porque esta seção deve ser a última a ser elaborada, mesmo estando no início do PN. Até lá!

Obs:. Se você tiver dúvidas de qual estrutura de PN adotar para o seu negócio sugiro que as apresente no meu blog para que eu possa comentar a respeito.


enviada por Prof. José Dornelas



18/05/2006 11:35

Premiados Faplan

Cumprindo a promessa feita pelo Prof. José Dornelas aos presentes em sua palestra na Faplan foram sorteados três Ottomax. E os premiados foram a Angela Mazuco, o Rodrigo e o Robinson.
enviada por Equipe PN



17/05/2006 20:59

Plano de Negócios, a ferramenta de gestão do empreendedor

O plano de negócios pode ser considerado a principal ferramenta de gestão do empreendedor. Muito se fala a respeito deste documento nos dias atuais, mas poucos empreendedores sabem como elaborar um e por que o plano de negócios pode definir o sucesso ou fracasso de um negócio. Cabe lembrar que não se aplica apenas aos negócios em fase inicial de desenvolvimento, mas pode e deve ser utilizado por qualquer empresa, em qualquer estágio.

Mas o que seria o plano de negócios? A palavra já remete ao termo “planejamento”, ou seja, estudar o negócio e os cenários possíveis para seu futuro. Mas não se trata de adivinhar o futuro, trata-se de tentar antecipá-lo, prevendo como a empresa poderá crescer, em quais mercados, com quais produtos, qual será a estrutura necessária para estas atividades acontecerem, recursos, pessoas etc.

Para que seu resultado seja válido, há a necessidade de se fazer muita pesquisa, entender o mercado onde a empresa vai atuar, conhecer a concorrência e fazer cálculos de investimento e retorno. Todo candidato a empreendedor, ou mesmo aqueles que já estão à frente de um negócio próprio, só têm a ganhar ao elaborar um, pois poderão evitar fazer parte das estatísticas negativas acerca das falências de negócios nos seus primeiros anos de vida. A principal causa da mortalidade das empresas em fase inicial de desenvolvimento tem sido apontada de forma sistemática como sendo o mau planejamento ou a ausência de um.

Acho que os argumentos são mais que suficientes para convencer você, empreendedor(a), a elaborar o seu plano de negócios. Mas você pode estar se perguntando: por onde eu começo? Atualmente existem vários livros que auxiliam nesta tarefa e sites especializados no assunto, como é o caso do www.planodenegocios.com.br, além de entidades que oferecem programas de capacitação aos empreendedores, tais como o Sebrae, faculdades, incubadoras de empresas e empresas de treinamento.

Nos próximos textos eu vou apresentar algumas estruturas de planos de negócios sugeridos para vários tipos de empresas e discutirei como você deve descrever cada seção do plano de negócios de forma a auxiliá-lo neste desafio. Além disso, vou procurar sempre dar algumas dicas para que você consiga aprender o “caminho das pedras” para obter um plano de negócios eficaz.

Para finalizar, é importante que você tenha em mente de que não existe um roteiro padrão ou modelo universal de plano de negócios, pois cada negócio tem suas peculiaridades. E ainda, dependendo do seu objetivo ao elaborar um plano de negócios - que pode ser, por exemplo, a busca de recursos junto a um capitalista - algumas seções devem ser mais enfatizadas que outras. É isso aí. Até o próximo texto!


Em relação aos comentários sobre a palestra da Faplan, acho que todos mostraram o quanto captaram a idéia de se promover o empreendedorismo no país. Parabéns aos que nós selecionamos para ganhar uma licença do Ottomax, os quais já foram comunicados por email e serão apresentados aqui pela Equipe PN...
enviada por Prof. José Dornelas



16/05/2006 14:43

Unicamp é a campeã das patentes

A Petrobrás perdeu a liderança do ranking de pedidos de patentes feitos ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). Desde a década de 1970 e das sucessivas crises do petróleo, a estatal passou a investir em pesquisa e desenvolvimento de tecnologia, se tornando a maior depositante de patentes.

Na avaliação atual, a empresa foi ultrapassada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que ocupava a segunda posição. A universidade fez 191 pedidos entre 1999 e 2003. A Petrobrás fez 171 no mesmo período.

Para conferir o restante dessa bela matéria publicada hoje no jornal "O Estado de S.Paulo" acesse http://txt.estado.com.br/editorias/2006/05/16/ger119958.xml
enviada por Equipe PN



15/05/2006 13:54

As 100 maiores empresas de Venture Capital dos EUA

Confira a lista elaborada pelo site Entrepreneur.com das maiores empresas de Venture Capital dos EUA.
http://www.entrepreneur.com/listings/vc100/0,5946,,00.html
enviada por Equipe PN



09/05/2006 14:10

O dilema do Gerente de Produtos

Os consumidores pensam que querem produtos como um canivete suíço, recheado de funções e utilidades, até que eles utilizem o produto e reclamem da complexidade de manuseá-lo.

Todos sonham com um celular cheio de novidades, que toque MP3, tire fotos, tenha vários jogos, mas ao se deparar com a complexidade que pode existir para acessar todas essas funções os consumidores se decepcionam e acabam escolhendo um modelo com menos funções mas maior praticidade na próxima compra.

Leia esse magnífico artigo da HBS Working Knowledge e descubra como solucionar esse novo dilema entre complexidade e praticidade enfrentado pelos gerentes de produtos nos dias de hoje.
http://hbswk.hbs.edu/item.jhtml?id=5325&t=technology
enviada por Equipe PN



04/05/2006 09:41

Não comece um negócio sem responder a estas perguntas

Se você está buscando criar um negócio e não sabe por onde começar, a seguir proponho um conjunto de questões simples que servirá de base para que sua idéia seja validada e se transforme em oportunidade. Lembre-se, como citei em textos anteriores, o que importa é identificar uma oportunidade de negócios e que não é a idéia que faz a diferença.

Para que você tenha clareza quanto ao tipo de negócio pretende montar, responda: “Qual é o seu negócio?” Parece simples responder, não? Mas não é bem assim. A resposta tem que ser específica, como por exemplo: “Meu negócio é a prestação de serviços de limpeza corporativa para empresas de médio porte da capital paulista”. Note que neste caso o negócio está bem definido e que a empresa não atenderá residências, ou a micro e grandes empresas e, ainda, clientes fora de São Paulo.

Admitindo que você já tenha clareza quanto ao tipo de negócio e produtos ou serviços que pretende oferecer, busque responder ainda às demais questões que apresento aqui.

“O que você realmente vende?” Continuando com o mesmo exemplo anterior, seria simples dizer “serviços de limpeza”, mas não basta. Procure mostrar o seu posicionamento ou diferencial em relação à concorrência. Pense em quesitos como qualidade, preço, durabilidade, confiança, pontualidade, eficiência, etc., mas tome o cuidado para não querer ser bom em tudo, pois é difícil. Veja o que a clientela busca, o que a concorrência não faz e tente oferecer algo que preencha esta lacuna.

A terceira questão que proponho refere-se ao mercado-alvo.

“Você consegue identificar com clareza qual é o seu mercado?”

Explico: qual o nicho específico de mercado, setor, região, perfil de consumidor. A dica é você identificar o perfil de um cliente-alvo e, a partir daí, tentar levantar o tamanho do mercado em Reais e em número de clientes potenciais. Não basta falar que o mercado é o Brasil todo, que envolve 180 milhões de pessoas. Isso simplesmente não funciona. A dica aqui é focar em um “pedaço do bolo” e tentar conquistá-lo.

Se o negócio é uma drogaria de uma pequena cidade com 30.000 habitantes, o seu dono deve saber com que outros negócios vai concorrer e qual o índice médio de consumo da população local, lembrando que a segmentação pode ainda ser feita por idade (crianças, adultos e idosos), por sexo e por padrão de renda etc..

Mas onde conseguir estes dados para a sua cidade? No site do IBGE há uma vasta quantidade de informações sobre a população brasileira. É um bom ponto de partida.

Para finalizar, eu havia prometido falar de algumas idéias quentes do momento. Em época de grandes eventos, como a Copa do Mundo, vale a pena pensar em produtos que estejam relacionados ao futebol. Mas tente inovar, oferecendo algo além das tradicionais camisetas, bonés e chaveiros... Nos próximos textos abordarei o plano de negócios, a principal ferramenta de gestão dos empreendedores. Até lá!


enviada por Prof. José Dornelas



02/05/2006 16:06

Se prepare para ter o seu negócio próprio.

Confira nesse artigo da revista Small Business Trends como se preparar para ter seu próprio negócio enquanto você ainda recebe seu salário no final do mês.

Começar a guardar o capital que será necessário, aprender práticas de gestão com a empresa onde trabalha, fazer seu networking podem ser algumas tarefas que aumentarão as chances de sucesso de seu próprio negócio.

http://www.smallbiztrends.com/2006/05/preparing-yourself-for-entrepreneurship-while-working-full-time.html
enviada por Equipe PN



26/04/2006 10:27

Os dez maiores erros evitados pelos empreendedores

É comum ouvirmos falar o que se deve fazer para tornar-se um empreendedor de sucesso, mas são poucas pessoas que aventuram-se a falar dos erros que eles evitaram para alcançar o sucesso.

Conheça nesse artigo da Harvard Business School Working Knowledge quais são os 10 principais erros evitados pelos empreendedores.

http://hbswk.hbs.edu/item.jhtml?id=3348&t=entrepreneurship&noseek=one
enviada por Equipe PN



18/04/2006 16:45

Inovação é imperativo para o sucesso

A Business Week desta semana apresenta a versão mais atual do estudo sobre as empresas mais inovadoras do planeta. A Aple continua à frente na lista, seguida de várias empresas de tecnologia.

Um dilema que muitas organizações estabelecidas têm enfrentado é o de crescer continuamente e nem sempre isso é possível apenas organicamente. O foco na sistematização da inovação é o que tem permitido empresas como Aple, Google, Microsoft etc. atacarem o problema... De certa forma, estas empresas estão empregando os preceitos do empreendedorismo corporativo como estratégia de gestão. Vale a pena ler o artigo em http://www.businessweek.com/magazine/content/06_17/b3981001.htm

enviada por Prof. José Dornelas



17/04/2006 10:49

Resposta ao Domingos Junior

Domingos, sugiro que acesse os exemplos do site www.planodenegocios.com.br e ainda que você vá a uma agência do Sebrae mais próxima, pois eles poderão lhe auxiliar...

comentários: Pfrof. José Dornelas, o Sr. tem me ajudado muito, estou fazendo faculdade de ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS, pago a cadeira de plano de negócio, e estou fazendo um trabalho, que temos que montar o nosso plano de negócio, pois bem, estou abrindo uma empresa de CAFÉ, que consciste em uma área grande, dividida em três ambientes, o CAFÉ, uma área para Livraria, e um lugar a parte com CYBER, para quem quiser fazer uma eventual pesquisa, ou apenas se divertir.
Bom, o que eu realmente queria, e que se tivesse algum plano de Negócio, ou uma direção para que eu faça o meu, eu lhe agradeço. Um forte abraço de um humilde admirador, que tem um grande apreço pela sua pessoa.

Domingos Junior
daxjunior29@hotmail.com
087- 8809- 4139



enviada por Prof. José Dornelas






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